

Onde a Mente Encontra o Cais...
Eu não sou o antídoto e tão pouco obrigada a cumprir com as promessas de ninguém
Cuidar é um ato de humanidade, não de posse. Quando estendi a mão no momento do susto, da doença e da fragilidade, fiz pelo ser humano, não pelo passado. Ali, a jovem ingênua de trinta e poucos anos deu lugar definitivo à mulher madura que sabe separar compaixão de cumplicidade. O tempo passa, os ventos mudam, mas há quem insista em plantar as mesmas sementes esperando flores diferentes. O jardineiro continua o mesmo, preso no próprio labirinto de atitudes repetidas, vendo as mulheres fugirem enquanto ele mofa no mesmo lugar. Mudar exige um espelho que ele ainda não aprendeu a olhar. E quanto a mim? Eu fico aqui, caminhando na orla, respirando o cheiro do mar e agradecendo a cada dia pela minha vida. Que bênção é estar livre de sentimentos profundos que machucam. Que paz divina é não ter nenhuma paixonite aguda nublando o meu julgamento. O que alguns chamam de solidão, eu chamo de livramento, de espaço interno, de silêncio sagrado. Hoje, não há raiva, não há amor romântico, não há cobranças. Há apenas a linha do horizonte e a certeza de que a minha mente conturbada finalmente encontrou o seu cais. O pouco nunca me bastou, e o homem que mentiu dizendo ser rei continua cego no seu próprio castelo. Eu sigo em frente, de braços abertos para o vento, celebrando a solidão mais bonita de todas: aquela que nos devolve a nós mesmas. .𓂃✍︎
Em breve mais um livro 🚀 📔 Ebook estará disponível gratuitamente.
Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência 😜😘☕ Starisy
Enviado por Starisy em 17/07/2026
Alterado em 17/07/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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