

Está sem dúvida na sua liberdade.....
Quando tinha menos de um mês de vida, Tiko foi encontrado pelo seu atual dono, abandonado numa pilastra da rodoviária do Rio. O rapaz já o havia visto ali no seu vai e vem durante a jornada de trabalho, o dia quente e o sol não estavam para brincadeira.
Alguém foi proibido de embarcar com uma caixa de transporte para pets contendo dois lindos filhotes: uma gatinha siamesa e um gatinho preto, o Tiko. Então, sem delongas, para não perder o ônibus e cumprir com as burocracias, os largou ali numa pilastra do desembarque rodoviário. Talvez não houvesse um tempinho sequer para despedidas e escrever um bilhetinho: cuidem desses pobres gatinhos.
Terminado seu turno, o rapaz ouviu os miados já enfraquecidos dos felinos e, sem pensar duas vezes, agarrou aquela caixa. E partiu para casa. Mandou uma mensagem para a mãe dizendo que levaria um presente, hahaha, só não falou que era de grego (brincadeirinha à parte).
Tiko e Teka. Seguiram suados dentro da caixa. Era noite quando chegaram ao seu novo destino. No meio do caminho, o filho colocou a foto da caixa de transporte dos pets em seu status. A mãe logo matou a charada e surtou.
---- Nem pensar, não quero gatos, tenho plantas e não temos espaço, não tem nem condições, você vai dormir na rua com esses gatos se os trouxer aqui! Não, não e não!
Então o rapaz calmamente explica em que situação encontrou os pobres gatinhos e que iria colocar um anúncio na internet para doação. A mãe se acalma e já procura uma vasilha para alimentá-los com água e leite.
No dia seguinte de folga, o rapaz sai em busca de ração e volta cheio de apetrechos para os gatinhos. Tiko parecia estar uma semana sem dormir, arrumando sempre um lugar para se esconder, enquanto a danada da gata era uma bagunceira. Em dois dias, as plantas estavam todas quebradas e cheias de cocô de gata. Porque o Tiko, desde pequeno, era educado e aprendeu com facilidade ussr a sua caixa de areia.
Resumindo: a gata foi doada logo e o Tiko ficou. Toda vez que a mãe saía para trabalhar, ele subia em sua perna com aqueles olhinhos verdes, miando e buscando um carinho. E o tempo foi passando e ela se acostumando e, quando apareceu alguém para levar, ele já estava com quase quatro meses e acostumado com o local. Deve ser muito ruim ser abandonado duas vezes, disse o filho para a mãe, que logo cedeu à chantagem emocional.
O tempo foi passando e hoje já se passaram cinco anos. A graça do gato é ser ele mesmo. Sair por cima dos telhados, conhecendo o território, caçar é o que ele ama fazer e aprendeu muito rápido. Seu instinto felino não foi mudado, ele tem casa, comida, carinho e principalmente a liberdade de ir e vir.
A graça de ser raíz. Dorme onde quer, menos encima da cama. Segue as normas da casa que nunca pensou em ter um felino. Mas se adaptou com um. Quando chove ele não foge. Uma vez levou uma gata com a barriga cheia de filhotes para jantar sua ração em casa e sua dona ficou admirada como eles são inteligentes. Porém ela logo avisou: "safadinho, você não é o pai dos gatinhos, foi castrado de pequeno".
Vira e mexe ele desaparece e quando demora para ir as gatas ficam fazendo aquele som estranho como se chorando atrás dele, hahaha. A grande verdade é que ele é feliz. Tem a liberdade de fugir, porém prefere ficar. Usa coleira apenas para se identificar.
Quase não se vê gato no telhado. E quando se vê um desfilando todo estiloso, levando um presente para casa, é o Tiko. Em forma de agradecimento já levou até um beija-flor. Já que a vovó adora flores e passarinhos. O Tiko, um gato de muitas histórias. Já trouxe lagartixas, pássaros e até 🐭 para casa fez um zoológatico particular! Mas agora, velho e cansado, só sai para namorar e descansar.
A dona o alimenta bem, para que ele não precise caçar... mas se um 🐭 aparecer, o Tiko é fiel ao seu instinto de gato. A dona ri e diz: 'É o Tiko, o caçador da família.
E todos sabem: o Tiko é mais que um gato ele é parte da família, com direito a aventuras, presentes' e muito amor . Não há maldade no seu coração. É sua natureza de ser livre e seu instinto que o fazem ser tão especial. A graça de ser gato e poder viver fazendo o que gosta. Não ser tratado como uma pelúcia. Ter a liberdade de ser apenas um gato...
Starisy
Enviado por Starisy em 23/02/2026
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